Marcos Ziemer, o novo reitor da ULBRA, toma em suas mãos uma instituição com uma dívida avaliada em quase R$2 bilhões, paralisada por uma greve que atinge diretamente cerca de 273 mil pessoas entre alunos, funcionários e usuários do plano de saúde. Todos dependentes da instituição.
O cenário é sombrio. A universidade, habituada a uma forma questionável de gestão, recebe uma nova proposta de trabalho. É preciso começar do zero.
Ziemer mostrou-se ágil, reuniu-se com membros da pró-reitoria de graduação e da Celsp. A primeira medida é fazer um diagnóstico da situação, seguida pela elaboração de um plano de ação.
Marcos Ziemer não assumiu o papel de “salvador”. Em seu plano de ação, prevê a criação de um colegiado para dirigir os rumos da ULBRA, contratação de uma equipe de especialistas em gestão de crise, assim como a formação de grupos especiais para resolver problemas específicos.
Algumas medidas a serem adotadas:
- Auditoria em todas as dívidas da Celsp ULBRA.
- Apelo aos juizes federais para liberação dos recursos bloqueados.
- Redução de despesas, para equilibrar as receitas.
- Reavaliação do número de cursos.
- Possível venda de imóveis, objetivo: corte de custos e levantamento de recursos.
- Recuperar o certificado de filantropia, aliviando consideravelmente a dívida.
Presenciamos a profissionalização da gestão da ULBRA, antes submetida aos desejos, ou interesses, de uma personalidade excêntrica e omissa.
Temos, como alunos, professores e/ou funcionários, a responsabilidade de compartilhar o desafio e contribuir, direta ou indiretamente, com este momento histórico.
A universidade é resultado de um processo de construção coletivo. Sua qualidade depende da interação e sincronia entre as diversas partes que a compõem.





